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A Coppe/UFRJ e instituições parceiras reuniram, na quarta-feira, 8 de outubro, no Consulado da França no Rio de Janeiro, especialistas em descarbonização, transição energética e mudanças climáticas para debater o tema “Alcançar a neutralidade climática: como garantir uma transição justa?”, um dos pontos centrais do Acordo de Paris.
O seminário foi promovido pelo Centro Clima, laboratório vinculado ao Programa de Planejamento Energético (PPE/Coppe/UFRJ), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e de Relações Internacionais (IDDRI) e o World Resources Institute (WRI), com apoio do Consulado da França e do Institut Français. O evento integra as ações da Temporada Cruzada França-Brasil 2025.
O objetivo foi discutir as condições que possibilitem a grandes economias emergentes, como o Brasil, avançar rumo à neutralidade de carbono de forma socialmente justa, aliando o crescimento econômico à redução das desigualdades e da pobreza.
Entre os participantes estiveram importantes nomes que lideram o debate climático internacional, como o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; Ana Toni, diretora-executiva da COP30; Céline Kauffmann, do IDDRI; Jean-Charles Hourcade, do CIRED; o professor Emilio La Rovere, coordenador do Centro Clima/Coppe/UFRJ; os pesquisadores Carolina Dubeux e William Wills, também do Centro Clima; além da professora Suzana Kahn, diretora da Coppe/UFRJ, e do professor Marcello Campos, vice-diretor da instituição.
O encontro teve como referência as discussões do Relatório 2025 – Uma Década de Ação Climática: Balanço e Perspectivas, lançado no último dia 6 de outubro, na Embaixada do Brasil em Paris, pela iniciativa Trajetórias de Descarbonização Profunda (DDP).
O evento também integrou o contexto do projeto internacional “2050 é Agora”, coordenado pelo IDDRI em parceria com o WRI, o Centro Clima/Coppe e outras instituições internacionais, com apoio da Iniciativa Internacional do Clima (IKI), do governo alemão. O projeto promove o diálogo entre especialistas de diversos países para identificar desafios e oportunidades da cooperação internacional, apoiando os governos na elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo com baixas emissões (LTS).
Ao participar ativamente dessas iniciativas, a Coppe/UFRJ reafirmou seu papel estratégico na formulação científica e técnica de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas, contribuindo para que o Brasil e o mundo avancem em direção a uma transição energética justa, inclusiva e sustentável.
O seminário teve duração das 8h30 às 18h, com tradução simultânea em português, francês e inglês, e foi realizado de forma híbrida, com participação presencial e transmissão online via Zoom.
Local: Consulado da França no Rio de Janeiro
Data: 08/10/2025
Horário: 8h30 às 18h
Confira a programação completa AQUI.
Acesse AQUI a gravação original (som original).
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Acesse AQUI a gravação com audio em português.
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Leia a matéria sobre o evento na página do governo federal AQUI.
Relatório 2025 – Uma Década de Ação Climática: Balanço e Perspectivas
Fonte: COPPE UFRJ






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Entre os dias 16 e 18 de junho de 2025, o Centro Clima – Centro de Estudo Integrado sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas esteve presente no 2º Fórum Anual sobre a Macroeconomia da Transição Verde e Resiliente, realizado em Copenhague, Dinamarca. O evento foi co-organizado pela Coalition of Finance Ministers for Climate Action, pelo Ministério das Finanças da Dinamarca e pelo Bezos Earth Fund, reunindo cerca de 200 participantes, incluindo autoridades financeiras, especialistas e pesquisadores de diversas instituições ao redor do mundo. Representando o Centro Clima, os professores Emilio Lebre La Rovere e William Wills participaram das discussões, com destaque para a intervenção do professor Emilio no painel realizado no dia 17 de junho, às 14h, conforme a programação oficial.
O Fórum teve início em 2024, em Washington, reunindo mais de 120 especialistas, formuladores de políticas e representantes de mais de 20 Ministérios das Finanças. Em sua segunda edição, manteve a proposta de integrar plenárias e sessões paralelas para debater estratégias econômicas voltadas à transição verde e resiliente, ampliando o espaço de diálogo e a cooperação internacional.
Logo após o encerramento do Fórum, entre os dias 18 e 20 de junho, também em Copenhague, ocorreu o 2º Workshop Presencial da Green Macroeconomic Modeling Initiative (GMMI). O encontro reuniu especialistas para revisão de resultados, discussão de questões-chave e planejamento das próximas etapas da iniciativa. O Centro Clima participou como observador e comentarista e, a partir desta edição, passou a integrar oficialmente a GMMI como membro de sua segunda rodada. Com isso, a instituição apresentará, no próximo encontro do grupo, os resultados de seus cenários de transição verde, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias econômicas alinhadas à sustentabilidade e à resiliência climática.
Para mais informações acesse o cronograma completo:
O Centro Clima (COPPE/UFRJ) iniciou em 1º de março de 2025 mais um projeto de alcance global: o ACCLIMATE, iniciativa com duração de quatro anos que busca alinhar estratégias climáticas nacionais e internacionais aos objetivos do Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Financiado pelo programa Horizonte Europa da União Europeia e reunindo 20 parceiros da Europa, África, Ásia e Américas, o ACCLIMATE combina pesquisa científica de ponta, modelagem inovadora e processos de cocriação com diferentes atores para fortalecer o desenho, a transparência e a implementação de políticas climáticas.
O projeto parte de um diagnóstico claro: compromissos climáticos ainda carecem de maior ambição, clareza e viabilidade. Barreiras estruturais, capacidade técnica limitada e dilemas entre desenvolvimento econômico e descarbonização continuam sendo desafios para muitos países. Além disso, questões de gênero, equidade e realidades de comunidades vulneráveis muitas vezes ficam à margem da governança climática.
Para enfrentar essas lacunas, o ACCLIMATE adota uma abordagem integrada, que combina modelagem robusta com diálogo político e setorial, garantindo que as estratégias sejam sustentadas por evidências e moldadas pelas necessidades reais dos países. A equidade de gênero e a justiça social estão no centro do projeto, permeando a pesquisa, a participação das partes interessadas e o desenho das políticas propostas.
De 2025 a 2029, o ACCLIMATE apoiará governos e instituições na construção de caminhos nacionais, setoriais e globais mais ambiciosos e justos para a neutralidade de carbono, contribuindo para uma governança climática internacional mais coerente e eficaz.
Acesse AQUI o site do projeto.
No dia 3 de julho de 2025, a Direção-Geral do Clima (DG Clima) da Comissão Europeia, em Bruxelas, foi palco de dois encontros de alto nível que reuniram especialistas internacionais para discutir estratégias de descarbonização e cooperação internacional.
Pela manhã, no edifício Mundo Madou, ocorreu um evento público apresentando análises do Deep Decarbonization Pathways Initiative (DDP) sobre as transformações de longo prazo e ações imediatas necessárias para atingir a neutralidade de carbono, em linha com o Acordo de Paris e objetivos socioeconômicos. Pesquisadores de seis grandes países emissores — Brasil, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Estados Unidos — compartilharam estudos de caso nacionais, explorando como alinhar a transição para emissões líquidas zero com as prioridades de desenvolvimento de cada país.
À tarde, em um diálogo fechado na sede da DG Clima, coordenadores de centros de pesquisa nacionais participantes do projeto JUSTPATH apresentaram resultados preliminares e o plano de trabalho sobre abordagens nacionais para cenários de descarbonização profunda. As discussões destacaram oportunidades de cooperação entre União Europeia e Brasil, incluindo mecanismos financeiros inovadores para restaurar florestas e reduzir emissões, compatibilidade do futuro mercado brasileiro de carbono com o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) e harmonização de certificações para produtos livres de desmatamento.
Entre as principais conclusões apresentadas destacou-se que o Brasil pode alcançar a neutralidade de emissões até 2050 utilizando tecnologias já disponíveis, desde que sejam retomadas políticas bem-sucedidas de combate ao desmatamento, implementado um mercado robusto de precificação de carbono e ampliados os investimentos em restauração florestal.
Os eventos reforçaram a importância da cooperação internacional adaptada às realidades nacionais, com soluções de benefício mútuo e potencial de acelerar a transição global para uma economia de baixo carbono.
Para mais informações acesse AQUI